segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

EDIÇÃO DIGITAL 
COMEMORATIVA DOS OITENTA ANOS 
DE CRUZES PAULISTAS




Obra completa pode ser acessada através do link abaixo:


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

AMADO RÚBIO

ETERNO COMANDANTE DO EXÉRCITO CONSTITUCIONALISTA

Faleceu neste último dia 04 de agosto de 2016, do eterno Comandante do Exército Constitucionalista, AMADO RÚBIO. O velório ocorreu no dia 05 do mês corrente no Cemitério São Pedro, na Avenida Francisco Falconi, nº 837, Vila Alpina e a Cerimônia de cremação às 15 horas no Crematório da Vila Alpina.






























  









segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O MENINO HERÓI
DA GUERRA PAULISTA

O bombardeio de Campinas

O livro abaixo é uma ótima maneira de saber um pouco mais sobre o escoteiro Aldo Chioratto e como Campinas teve um papel de destaque nessa guerra paulista.

Autor: Luiz Roberto Saviani Rey
Editora: Pontes, 2014









Trechos do livro:

"Não é tumulo. É berço. É sementeira de ideal;
baliza do futuro; pista, Rastro de heróis na terra campineira
Sobre eles, cor a cor, lista por lisa,
Eternizou seu voo essa bandeira,
Petrificou-se o pavilhão paulista,
Bandeirantes, por vós, nesta jazida
Velam as pedras, que esta morte é vida".

Guilherme de Almeida


O BOMBARDEIO DE CAMPINAS

[...] Campinas, em instantes , sentiria mais intensamente,
e de forma inesquecível e dolorosa, os efeitos desse fenômeno
surpreendente da Revolução de 32: o emprego de aviões e o bombardeio incisivo [...]


[...] eram 11 horas quando o vermelhinho apontou nos céus
e iniciou seu traçado de reconhecimento e estudo do 
território [...]


O MENINO HERÓI

O menino Aldo Chioratto nascera em 5 de outubro de 1922. Seu primeiro registro em cartório ostentava o sobrenome de Quioratto, provavelmente por um erro do escrivão [...]


[...] pertencia ao Grupo Escoteiro Ubirajara, vinculado a Associação dos Escoteiros de Campinas.


Quando eclodiu a Revolução Constitucionalista, em 1932, tinha 9 anos e animou-se com o chamamento que seu grupo recebera [...]


Naquele domingo, os vermelhinhos atacavam impiedosamente. Houve um intervalo nos bombardeiros, o que permitiu a Aldo Chioratto abandonar o posto de recuo e correr pelas ruas, saído do corredor de uma casa lateral à estação.


[...] atraído pelo som do avião. [...] mais de 13 estilhaços atingiram o menino Aldo.


[...] as pessoas gritam desesperadas [...] mas Aldo Chioratto está estendido no chão [...]




É uma boa leitura e uma oportunidade de entender um pouco mais sobre a história do menino herói.

sábado, 9 de julho de 2016



9 de Julho 
Feriado Civil em Memória dos 
Veteranos de 1932



Nesse sábado dia 9 de Julho, é feriado no Estado de São Paulo por força da Lei nº 9.497, de 5 de março de 1997, que instituiu o feriado civil em memórias dos Veteranos que lutaram em 1932 para entendermos sua importância temos que voltar na historia relembrando a década de 30, época que eclodia a revolução constitucionalista de 1932. 


A Revolução Constitucionalista de 32 aconteceu um pouco antes, no ano de 1930. Chamada de “Revolução de 30”, ela foi liderada por políticos e militares que tiraram o então presidente Washington Luís do poder e colocaram Getúlio Vargas em seu lugar. 



Esta revolução marcou o fim da República Velha, quando o país era governado pelos grandes fazendeiros de café de Minas Gerais e São Paulo, e deu início à “Era Vargas”, que durou 15 anos. Mas, tão logo sentou na cadeira de presidente, Getúlio Vargas fez uma coisa que desagradou a muitos brasileiros: ele deu amplos poderes para si e aboliu o Congresso e as Câmaras Municipais, que faziam as leis. Ele também demitiu os governadores dos Estados e colocou “interventores” em seus lugares. O pior é que, antes disso, Getúlio Vargas havia declarado que o país precisava de uma nova Constituição. 

Mas, dois anos depois de assumir o poder, Vargas não havia tomado nenhuma providência neste sentido. As atitudes do presidente geraram grande insatisfação. Em maio de 1932 foi realizado um comício, reivindicando uma nova Constituição para o Brasil. A manifestação foi reprimida pela polícia e terminou em conflito armado. Quatro jovens morreram: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Em homenagem a eles, o movimento constitucionalista passou a se chamar MMDC, sigla formada pelas iniciais de seus nomes. 


Dois meses mais tarde, justamente no dia 9 de julho de 1932, explodiu a revolta dos grupos constitucionalistas. Lideradas por Isidoro Dias Lopes, as tropas dos rebeldes ocuparam as ruas de São Paulo. 


A população saiu às ruas para apoiar a revolução. Mas o governo federal tinha armas melhores e mais soldados. Até aviões eles usaram para bombardear cidades do interior paulista. 


Campinas foi bombardeada por aviões federais em um desses bombardeios o menino Aldo Chioratto de 9 anos de idade escoteiro e mensageiro do exercito constitucionalista foi atingido por 13 estilhaços de granada que explodiu próximo a ele ferindo mortalmente. 


A revolução continuava por varias cidades, o movimento MMDC mobilizou cerca de 100 mil homens, sendo a maioria representante da classe média. Organizaram-se em frentes de combate e se posicionaram nas divisas de São Paulo com Minas Gerais, com o Paraná e no Vale do Paraíba. 



Os paulistas aguardaram o apoio de outros estados, o que não aconteceu. O levante se estendeu até o dia 2 de outubro de 1932, quando os revolucionários perderam para as tropas do governo, tendo que se render. Este foi o maior confronto militar que aconteceu no Brasil no século XX. Apesar da grandeza da revolução, somente dois anos depois, em 1934, o povo conseguiu eleger uma assembleia para promulgar uma nova Constituição do país, dando início a um processo de democratização. 



Sinal de que o sangue paulista não foi derramado em vão. O povo paulista em reconhecimento ao heroísmo dos soldados e também aos quatro jovens construiu um monumento em homenagem a esses bravos guerreiros. Para perpetuar aquela data criou-se obelisco do Ibirapuera, que serve de mausoléu para seus corpos, e simboliza uma espada fincada, ferindo o coração do Estado de São Paulo. 


Ainda hoje varias honrarias são entregues a pessoas físicas ou jurídicas nacionais ou estrangeiras que cultuam o nome e os feitos dos soldados que lutaram por uma nova constituição. Essas homenagens são uma forma definitiva de perpetuar a gratidão e o reconhecimento, para todo o sempre, dos que cumpriram esta jornada cívica para com aqueles que, hoje e no futuro, continuarem abraçando os mesmos ideais de democracia, liberdade e amor à legalidade pelos quais se bateram os heróis e Veteranos de 32.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

AUGUSTO APARECIDA LEBRE
Veterano de 1932




Nasceu em Campinas - S.P. em 10/10/1913. 
Casou em São Paulo - S.P. em 07/02/1934. 
Faleceu em São Paulo - S.P. em 22/05/1998. 




Sua ascendência paterna tem sua origem na aldeia de Chã e Vale de Colméias, que pertence a Semide, esta a Miranda do Corvo e este a Coimbra, Portugal, chegando, aqui a família em 1866, e sendo uma das pioneiras e fundadoras da Colônia Nova Louzã, que em plena época da escravatura, desde seu inicio decidiu por somente possuir trabalho assalariado, não se utilizando da mão de obra escrava. 
Sua ascendência materna deriva de Francisco Barreto Leme do Prado, fundador da cidade de Campinas e por este, descendente de D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal. 


Foi Soldado Constitucionalista, lutou na Revolução de 1.932 ficou prisioneiro na Ilha das Flores - RJ.





Sendo libertado por ocasião da troca de prisioneiros, retornando para sua casa em São Paulo após o termino da Revolução, todo maltrapilho, sujo e barbudo. Ao chegar no portão de sua casa bateu palma e sua mãe Isolina Salgado ao vê-lo não o reconheceu pensando tratar-se de pedinte, face, naqueles dias difíceis muitos estarem sem estrutura na dependência de um auxilio, agregado que os seus já o julgavam morto em combate, assim, sua mãe, sem saber tratar-se de seu filho, lhe disse, espere um pouco que vou lhe dar um prato de comida, este por sua vez bradou, “mãe sou eu seu filho Augusto” a partir daí foi só alegria, abraços, beijos e choros.


Colaboração:
Paulo Aparecida Lebre
Prof. Jefferson Biajone
Camila Giudice

terça-feira, 24 de maio de 2016

23 DE MAIO

DIA DO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA


Você tem um dever a cumprir!


Descontentes com as medidas centralizadoras do Governo Federal, a elite paulistana, apoiada pelas classes médias urbanas, já havia derrubado três interventores nomeados para o estado. Mesmo com a promulgação do novo código eleitoral em março de 1932, o movimento oposicionista, liderado pela Frente Única Paulista – uma coligação formada pelo Partido Republicano Paulista (PRP) e pelo Partido Democrático (PD) – não confiou no compromisso assumido por Getúlio Vargas.




Não estavam mais dispostos a negociar e, assim, as manifestações públicas de protesto passaram a ser constantes. Considerado como marco fundamental da revolução constitucionalista, foi o incidente de 23 de maio o que deu origem ao movimento batizado como MMDC, sigla ligada aos nomes dos jovens – Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo – que tombaram durante confronto com grupos governistas.



No início, era apenas mais um comício pela autonomia regional e princípios liberais defendidos por São Paulo, traduzido em um movimento pela reconstitucionalização do país.



Após o evento, um grande grupo saiu em passeata em direção à sede dos partidos governistas – Liga Revolucionária Paulista e Partido Popular Paulista (PPP) – depredando símbolos da então recente revolução de 1930 e destruindo instalações de jornais que apoiavam o governo, em um movimento descoordenado.

Os governistas revidaram atirando na multidão, causando a morte dos quatro estudantes e ferindo um quinto, Alvarenga, que viria a falecer meses depois.

As mortes em praça pública serviram para acabar com as poucas diferenças partidárias ainda restantes. A “causa da Constituição” ganhara seus primeiros mártires. Esse foi o estopim para o início do movimento revolucionário armado, utilizado à exaustão como propaganda durante todo o conflito e depois dele.



A sigla formada pelos nomes dos estudantes mortos se tornara sinônimo do sacrifício por São Paulo e, a partir de então, era o “MMDC” que conclamava os soldados à batalha; as “esposas, mães e irmãs” ao trabalho voluntário na confecção de uniformes, ou como enfermeiras;



os jovens a trabalharem na fabricação de capacetes e armamentos, entre outras atividades;
e as crianças eram incentivadas a se organizarem em “batalhões” mirins.


Muito importante ainda foi a participação de toda a população na contribuição financeira por meio de doações. Campanhas como a do “Ouro para o bem de São Paulo” levaram à doação de enorme quantidade de objetos, tais como alianças de casamento, para o esforço de guerra. Era grande o número de cartazes com dizeres como “ouro é vitória”, “dae vosso ouro como nós damos nosso sangue”.


Os “moços” mortos em praça pública eram o símbolo da unidade regional, fazendo desaparecer os conflitos internos em nome da “causa maior paulista” contra o governo provisório de Getúlio Vargas. Eram os exemplos do mítico “espírito bandeirante” dos paulistas.




domingo, 8 de maio de 2016

Chefe José dos Santos Marques 
“Zé Lamparina”



Faleceu hoje, 08/05/2016, em nossa cidade o chefe escoteiro mais antigo do Brasil, José dos Santos Marques.

Nascido na cidade de Campinas no dia 07 de julho de 1915 o Chefe Zé neste ano de 2016 completaria 87 (oitenta e sete) anos de escotismo, iniciou no movimento em 1929 e nunca mais saiu. 

Iniciou sua vida escoteira em 1929 na “Associação de Escoteiros Católicos Nossa Senhora da Conceição” onde ficou por alguns anos e posteriormente para que os jovens que não fossem católicos pudessem participar do escotismo fundou junto com o Chefe Julio Silva o Grupo Escoteiro Ubirajara e lá ficou até 1942, quando foi convidado pelo Esporte Clube Mogiana para fundar o Grupo Escoteiro Mogiana, que iria funcionar nas dependências do Clube, tendo ficado lá até 1972, quando o Clube Mogiana foi desativado e em conseqüência também o Grupo Escoteiro. Nesta data o Chefe Zé veio para o Grupo Escoteiro Craós – 195/SP a convite da Diretoria do Circulo Militar de Campinas para substituir o seu Chefe de Grupo que havia falecido, e esta no Grupo Escoteiro Craós até a presente data, onde desempenhou a função de Diretor Técnico durante muitos anos. Apesar de seus mais de 100 (cem) anos de vida se manteve física e mentalmente capaz, participando das atividades do Grupo, dentro de suas limitações. 

Sempre foi elemento de destaque no meio escoteiro de Campinas. Durante este tempo de escotismo teve oportunidade de muitas ações filantrópicas, religiosas, cívicas e até guerreiras, pois participou como escoteiro da Revolução Constitucionalista de 1932 onde desempenhou a função de estafeta, ajudando no apoio logístico, nas dispensarias dos hospitais, na entrega de correspondências e até na perigosa função de guia de tropas que se deslocavam na região de Campinas. Por essas ações foi reconhecido e condecorado pelo Governo Paulista. 

Ferroviário aposentado trabalhou nas oficinas da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. 

Já foi considerado o mais antigo escoteiro do Brasil em atividade, e nós achamos que talvez seja do mundo. 

Durante seu tempo no movimento, participou de diversos cursos de formação de adultos para todas as seções, participou sempre de grandes eventos escoteiros tanto nacionais como internacionais e recebeu varias condecorações escoteiras, Medalha de Bons Serviços-Prata em 1964, Medalha De Valor- Prata em 1982, Medalha Bons Serviços-Ouro em 2003, Medalha "Velho Lobo" (cinqüenta anos de dedicação ao movimento escoteiro). Sendo um exemplo para os nossos jovens pela sua tenacidade, perseverança, bondade e conhecimento. Já foi considerado o mais antigo escoteiro do Brasil em atividade, e nós achamos que talvez seja do mundo. 

É um orgulho para nós do Grupo Escoteiro Craós tê-lo conosco e é um dos símbolos do escotismo em Campinas. Grupo Escoteiro Craós-195-SP.


O funeral será dia 09/05/2016 ás 14h no Cemitério da Saudade.



Colaboração:
Pedro Paulo Carmim de Oliveira
Grupo Escoteiro Craós-195-SP.