segunda-feira, 10 de julho de 2017

MEDALHA CONSTITUCIONALISTA


A “Medalha Constitucionalista” é uma comenda, oficializada pelo Decreto Nº 29.896, de 10 de maio de 1.989, do Governo do Estado de São Paulo.


A “Medalha Constitucionalista”, foi criada com o fim de galardoar pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e serviços relevantes prestados à São Paulo e ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932, se tenham tornado pessoas dignas de distinção. É uma comenda emérita significativa, pois, representa todo o processo de civismo e patriotismo, do sacrifício que muitos tiveram, inclusive pagando com o sangue de suas próprias vidas, para que consolidássemos o nosso Estado Democrático de Direito em nosso país, através da conquista da nossa CONSTITUIÇÃO que valida as garantias e direitos individuais à todo o povo brasileiro. 

Neste mister, há de se destacar o sacrifício heroico dos quatro jovens M.M.D.C. O nobre significado da sigla “MMDC”, deve-se às iniciais dos nomes dos quatro estudantes, Martins, Miragaia, Drausio e Camargo, que reivindicando para o povo brasileiro uma Constituição que visasse um Estado Democrático de Direito, no dia 23 de maio de 1932 na Praça da República – SP, acabaram por serem baleados por parte do governo ditatorial e faleceram. O sangue destes quatro heróis, culminou na guerra denominada “Revolução Constitucionalista de 32” e trouxe bons reflexos à toda nação, pois em data subseqüente (1934) o Governo promulgou uma Carta Constitucional assegurando direitos e garantias individuais a todos os brasileiros.

A “Medalha Constitucionalista”, é portanto uma Comenda Emérita definitiva, pois perpetuará a gratidão e o reconhecimento, para todo o sempre, dos que cumpriram esta jornada cívica para com aqueles que, hoje e no futuro, continuarem abraçando os mesmos ideais de democracia, liberdade e amor à legalidade pelos quais se bateram os heróis e Veteranos de 32.

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sábado, 13 de maio de 2017

MEDALHA MMDC


“Medalha MMDC” é uma comenda, oficializada pelo Decreto Nº 40087, de 14 de maio de 1.962, do Governo do Estado de São Paulo.


A Medalha “MMDC”, foi criada com o fim de galardoar pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e serviços relevantes prestados à São Paulo e ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932, se tenham tornado pessoas dignas de especial distinção. O nobre significado da sigla “MMDC” deve-se às iniciais dos nomes dos quatro jovens, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, que reivindicando para o povo brasileiro uma Constituição que visasse um Estado Democrático de Direito.



No dia 23 de maio de 1932 na Praça da República acabaram por serem baleados por parte do governo ditatorial e faleceram. 
O sangue destes quatro heróis culminou na guerra denominada “Revolução Constitucionalista de 32” e trouxe bons reflexos a toda nação, pois em data subsequente (1934) o Governo promulgou uma Carta Constitucional assegurando direitos e garantias individuais a todos os brasileiros. 

Foi redigida para organizar um regime democrático
que assegure à Nação a unidade, a liberdade, a justiça e o bem-estar social e econômico

A Carta foi consequência direta da Revolução de 1932, Digna-se constar, que a Lei Federal nº 12.430, de 20 de junho de 2011, inscreveu os nomes dos heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932:  Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC), no Livro dos Heróis da Pátria.

A Medalha “MMDC” é, portanto uma Comenda Emérita definitiva, pois perpetuará a gratidão e o reconhecimento, para todo o sempre, dos que cumpriram esta jornada cívica para com aqueles que, hoje e no futuro, continuarem abraçando os mesmos ideais de democracia, liberdade e amor à legalidade pelos quais se bateram os heróis e Veteranos de 32.




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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

EDIÇÃO DIGITAL 
COMEMORATIVA DOS OITENTA ANOS 
DE CRUZES PAULISTAS




Obra completa pode ser acessada através do link abaixo:


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

AMADO RÚBIO

ETERNO COMANDANTE DO EXÉRCITO CONSTITUCIONALISTA

Faleceu neste último dia 04 de agosto de 2016, do eterno Comandante do Exército Constitucionalista, AMADO RÚBIO. O velório ocorreu no dia 05 do mês corrente no Cemitério São Pedro, na Avenida Francisco Falconi, nº 837, Vila Alpina e a Cerimônia de cremação às 15 horas no Crematório da Vila Alpina.
































  









segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O MENINO HERÓI
DA GUERRA PAULISTA

O bombardeio de Campinas

O livro abaixo é uma ótima maneira de saber um pouco mais sobre o escoteiro Aldo Chioratto e como Campinas teve um papel de destaque nessa guerra paulista.

Autor: Luiz Roberto Saviani Rey
Editora: Pontes, 2014









Trechos do livro:

"Não é tumulo. É berço. É sementeira de ideal;
baliza do futuro; pista, Rastro de heróis na terra campineira
Sobre eles, cor a cor, lista por lisa,
Eternizou seu voo essa bandeira,
Petrificou-se o pavilhão paulista,
Bandeirantes, por vós, nesta jazida
Velam as pedras, que esta morte é vida".

Guilherme de Almeida


O BOMBARDEIO DE CAMPINAS

[...] Campinas, em instantes , sentiria mais intensamente,
e de forma inesquecível e dolorosa, os efeitos desse fenômeno
surpreendente da Revolução de 32: o emprego de aviões e o bombardeio incisivo [...]


[...] eram 11 horas quando o vermelhinho apontou nos céus
e iniciou seu traçado de reconhecimento e estudo do 
território [...]


O MENINO HERÓI

O menino Aldo Chioratto nascera em 5 de outubro de 1922. Seu primeiro registro em cartório ostentava o sobrenome de Quioratto, provavelmente por um erro do escrivão [...]


[...] pertencia ao Grupo Escoteiro Ubirajara, vinculado a Associação dos Escoteiros de Campinas.


Quando eclodiu a Revolução Constitucionalista, em 1932, tinha 9 anos e animou-se com o chamamento que seu grupo recebera [...]


Naquele domingo, os vermelhinhos atacavam impiedosamente. Houve um intervalo nos bombardeiros, o que permitiu a Aldo Chioratto abandonar o posto de recuo e correr pelas ruas, saído do corredor de uma casa lateral à estação.


[...] atraído pelo som do avião. [...] mais de 13 estilhaços atingiram o menino Aldo.


[...] as pessoas gritam desesperadas [...] mas Aldo Chioratto está estendido no chão [...]




É uma boa leitura e uma oportunidade de entender um pouco mais sobre a história do menino herói.

sábado, 9 de julho de 2016



9 de Julho 
Feriado Civil em Memória dos 
Veteranos de 1932



Nesse sábado dia 9 de Julho, é feriado no Estado de São Paulo por força da Lei nº 9.497, de 5 de março de 1997, que instituiu o feriado civil em memórias dos Veteranos que lutaram em 1932 para entendermos sua importância temos que voltar na historia relembrando a década de 30, época que eclodia a revolução constitucionalista de 1932. 


A Revolução Constitucionalista de 32 aconteceu um pouco antes, no ano de 1930. Chamada de “Revolução de 30”, ela foi liderada por políticos e militares que tiraram o então presidente Washington Luís do poder e colocaram Getúlio Vargas em seu lugar. 



Esta revolução marcou o fim da República Velha, quando o país era governado pelos grandes fazendeiros de café de Minas Gerais e São Paulo, e deu início à “Era Vargas”, que durou 15 anos. Mas, tão logo sentou na cadeira de presidente, Getúlio Vargas fez uma coisa que desagradou a muitos brasileiros: ele deu amplos poderes para si e aboliu o Congresso e as Câmaras Municipais, que faziam as leis. Ele também demitiu os governadores dos Estados e colocou “interventores” em seus lugares. O pior é que, antes disso, Getúlio Vargas havia declarado que o país precisava de uma nova Constituição. 

Mas, dois anos depois de assumir o poder, Vargas não havia tomado nenhuma providência neste sentido. As atitudes do presidente geraram grande insatisfação. Em maio de 1932 foi realizado um comício, reivindicando uma nova Constituição para o Brasil. A manifestação foi reprimida pela polícia e terminou em conflito armado. Quatro jovens morreram: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Em homenagem a eles, o movimento constitucionalista passou a se chamar MMDC, sigla formada pelas iniciais de seus nomes. 


Dois meses mais tarde, justamente no dia 9 de julho de 1932, explodiu a revolta dos grupos constitucionalistas. Lideradas por Isidoro Dias Lopes, as tropas dos rebeldes ocuparam as ruas de São Paulo. 


A população saiu às ruas para apoiar a revolução. Mas o governo federal tinha armas melhores e mais soldados. Até aviões eles usaram para bombardear cidades do interior paulista. 


Campinas foi bombardeada por aviões federais em um desses bombardeios o menino Aldo Chioratto de 9 anos de idade escoteiro e mensageiro do exercito constitucionalista foi atingido por 13 estilhaços de granada que explodiu próximo a ele ferindo mortalmente. 


A revolução continuava por varias cidades, o movimento MMDC mobilizou cerca de 100 mil homens, sendo a maioria representante da classe média. Organizaram-se em frentes de combate e se posicionaram nas divisas de São Paulo com Minas Gerais, com o Paraná e no Vale do Paraíba. 



Os paulistas aguardaram o apoio de outros estados, o que não aconteceu. O levante se estendeu até o dia 2 de outubro de 1932, quando os revolucionários perderam para as tropas do governo, tendo que se render. Este foi o maior confronto militar que aconteceu no Brasil no século XX. Apesar da grandeza da revolução, somente dois anos depois, em 1934, o povo conseguiu eleger uma assembleia para promulgar uma nova Constituição do país, dando início a um processo de democratização. 



Sinal de que o sangue paulista não foi derramado em vão. O povo paulista em reconhecimento ao heroísmo dos soldados e também aos quatro jovens construiu um monumento em homenagem a esses bravos guerreiros. Para perpetuar aquela data criou-se obelisco do Ibirapuera, que serve de mausoléu para seus corpos, e simboliza uma espada fincada, ferindo o coração do Estado de São Paulo. 


Ainda hoje varias honrarias são entregues a pessoas físicas ou jurídicas nacionais ou estrangeiras que cultuam o nome e os feitos dos soldados que lutaram por uma nova constituição. Essas homenagens são uma forma definitiva de perpetuar a gratidão e o reconhecimento, para todo o sempre, dos que cumpriram esta jornada cívica para com aqueles que, hoje e no futuro, continuarem abraçando os mesmos ideais de democracia, liberdade e amor à legalidade pelos quais se bateram os heróis e Veteranos de 32.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

AUGUSTO APARECIDA LEBRE
Veterano de 1932




Nasceu em Campinas - S.P. em 10/10/1913. 
Casou em São Paulo - S.P. em 07/02/1934. 
Faleceu em São Paulo - S.P. em 22/05/1998. 




Sua ascendência paterna tem sua origem na aldeia de Chã e Vale de Colméias, que pertence a Semide, esta a Miranda do Corvo e este a Coimbra, Portugal, chegando, aqui a família em 1866, e sendo uma das pioneiras e fundadoras da Colônia Nova Louzã, que em plena época da escravatura, desde seu inicio decidiu por somente possuir trabalho assalariado, não se utilizando da mão de obra escrava. 
Sua ascendência materna deriva de Francisco Barreto Leme do Prado, fundador da cidade de Campinas e por este, descendente de D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal. 


Foi Soldado Constitucionalista, lutou na Revolução de 1.932 ficou prisioneiro na Ilha das Flores - RJ.





Sendo libertado por ocasião da troca de prisioneiros, retornando para sua casa em São Paulo após o termino da Revolução, todo maltrapilho, sujo e barbudo. Ao chegar no portão de sua casa bateu palma e sua mãe Isolina Salgado ao vê-lo não o reconheceu pensando tratar-se de pedinte, face, naqueles dias difíceis muitos estarem sem estrutura na dependência de um auxilio, agregado que os seus já o julgavam morto em combate, assim, sua mãe, sem saber tratar-se de seu filho, lhe disse, espere um pouco que vou lhe dar um prato de comida, este por sua vez bradou, “mãe sou eu seu filho Augusto” a partir daí foi só alegria, abraços, beijos e choros.


Colaboração:
Paulo Aparecida Lebre
Prof. Jefferson Biajone
Camila Giudice